Livro 14/2016 – O Rouxinol

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Enfim, resenha nova por aqui.  Mais um livro sobre a Segunda Guerra Mundial, um dos meus temas favoritos.

O Rouxinol

Kristin Hannah

Editora Arqueiro

425 páginas 

 

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Já li dessa autora, o livro Jardim de Inverno e estava de olho nesse lançamento, presente da amiga Ana Luísa. E mais uma vez, fui envolvida pela narrativa da autora.  A história se passa na França, durante a Segunda Guerra, e eu que adoro o tema, nunca tinha lido nada referente a participação francesa na Guerra. Só isso já me manteria presa ao livro, no entanto, a história é cheia de reviravoltas e dramas familiares.  Os personagens são interessantes e bem construídos, o enredo  tem romance e ação,  tudo na medida exata.

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Vamos acompanhar a trajetória das irmãs Vianne e Isabelle, órfãs de mãe e abandonadas afetivamente  pelo pai. Mulheres com  personalidades totalmente diferentes,  Vianne é mais centrada, e vai fazer de tudo para manter a filha em segurança enquanto espera pela volta do marido. Isabelle, é mais rebelde e contestadora, não suporta submeter-se aos alemães e se une a grupos da Resistência.

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O livro descreve com muitos detalhes a situação difícil enfrentada  pelas mulheres –  o  racionamento de alimentos, a perseguição aos judeus, as privações, o estabelecimento dos soldados alemães nas cidades francesas e suas exigências, a dolorosa espera pelos maridos. Para leitores, que como eu são fascinados por esse contexto histórico, o livro é uma viagem no tempo. Interessante, mas ao mesmo tempo, extremamente dolorosa.

 

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É uma leitura intensa,  o leitor fica envolvido com cada acontecimento,   sempre “com o coração na mão”, esperando pelo próximo ataque ou crueldade do exército alemão. Um livro para ler em um fôlego  só e que vai arrancar algumas lágrimas, ou muitas…

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Os homens contam histórias… As mulheres seguem em frente com essas histórias. Para nós foi uma guerra nas sombras. Ninguém organizou desfiles para nós quando a Guerra acabou, não nos deram medalhas, nem nos mencionaram nos livros de História. Fizemos o que precisávamos fazer durante a Guerra, e quando tudo acabou nós recolhemos os cacos para começar a vida de novo.  (p.423)

Essa frase mostra bem o espírito do livro. Revela um pouco do que foi a participação da mulheres na Guerra – um papel fundamental mas que é frequentemente esquecido.

Apesar de se tratar de um livro de ficção, a  autora  se inspirou em uma heroína real ,  uma belga que  ajudou soldados estrangeiros . É  um livro escrito por uma mulher e dedicado à  mulheres guerreiras,  que  lutaram pela  própria sobrevivência e que tentaram manter a ordem em meio ao caos. E foi, em grande parte,  pelo esforço dessas mulheres que nações inteiras conseguiram se reerguer após o fim do conflito.

É um livro para chorar, para torcer, para se emocionar e sofrer junto com essas heroínas. Além de uma história sobre a Guerra, é também uma história sobre família. Sobre resgatar o amor de um pai, o amor de filhas,  o amor entre irmãs. Ao mesmo tempo em que os personagens lutam para sobreviver, também travam batalhas internas , tentando lidar com o desamor e os conflitos familiares.

Essa autora é mestra em lidar com dinâmicas familiares complexas e personagens femininos fortes.  Uma história comovente e que nos toca profundamente. Leitura recomendadíssima!

 

 

 

 

 

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