Resenha – O diário de Anne Frank


O Diário de Anne Frank
Anne Frank
Editora Record
414 páginas 
 
 
O livro da  segunda semana faz parte do Projeto Leitura Mágica – tema 1 (livro que ganhei de presente ). Sempre tive muita vontade de ler esse livro,  mas acabava nunca comprando, e quando no fim do ano foi  lançada uma edição especial, não resisti e me dei presente de Natal. 
A edição é maravilhosa, capa dura e acolchoada, com vários extras como fotos da família e dos demais integrantes do esconderijo  e outras informações. Valeu a pena esperar e ler essa história linda em grande estilo.

 Bom, mas o que dizer dessa história linda de luta e esperança?  Gostei muito, e realmente é um livro super necessário em qualquer biblioteca.  E como era esperado,  bateu uma ressaca literária no final…. Inclusive  fiz a resenha  do livro 3 enquanto ia digerindo o final desse…
Muito perfeita essa edição !  
 
” O  papel tem mais paciência que as pessoas” (pg25)
” As pessoas comuns  não sabem quanto  os livros significam para alguém escondido. Nossas únicas diversões são ler, estudar e ouvir rádio”. ( pg. 142) 
Para quem não sabe, o livro conta a  história de Anne Frank, uma menina judia, que viveu com a família e outras pessoas em um esconderijo em Amsterdã durante a segunda guerra mundial.  Durante o período de confinamento, Anne manteve um diário onde relatava sua rotina , seus sonhos, medos e também suas pequenas alegrias. 
É Interessante observar a evolução da narrativa.  Os primeiros relatos,  iniciados pouco antes da ida para o  Anexo (como era chamado o esconderijo),  são histórias comuns de adolescente,  ao longo  do período no esconderijo, a garota passa por um amadurecimento que se reflete nas narrativas.  As preocupações  comuns de adolescente dão lugar a angústia e preocupação com a própria vida.
 
Alguns trechos são emocionantes e formam um nó na garganta…
 
” O mundo vai continuar girando sem mim, e não posso fazer nada para mudar os acontecimentos, vou deixar que as coisas sigam seu rumo e me concentrar no estudo e na esperança de que tudo acabe bem”. (pg. 228)
 
“Riqueza, prestígio, tudo poder ser perdido. A felicidade em seu coração pode ser diminuída, mas estará sempre lá, enquanto você viver, para torná-lo feliz de novo”. (pg 245) 
 
” Enquanto puder olhar sem medo para o céu, saberá que é puro por dentro, e encontrará a felicidade outra vez.” ( pg 245)
 
” Mas me agarro a ele porque acredito, a despeito de tudo, que no fundo as pessoas são boas. ( pg400) 
 
 
” Quer dizer que também é fácil uma vida de mentiras e preguiça? Ah, não, não pode ser verdade. Não pode ser verdade que as pessoas se sintam tentadas pela facilidade… e pelo dinheiro”, ( pg 390)
 
” Merecer a felicidade significa fazer o bem e trabalhar, e não especular e ser preguiçoso.  A preguiça pode parecer convidativa, mas só o trabalho  dá a verdadeira satisfação”. (pg 391)  
 
“Uma pessoa feliz tornará as outras felizes; uma pessoa com coragem e fé nunca morrerá na desgraça”!  ( pg 261)
 
”  (…) meu maior desejo é ser jornalista, e mais tarde uma escritora famosa. Teremos de esperar para ver se essas grandes ilusões ( ou desilusões) irão se cumprir, mas até agora não sinto falta de assunto”. (pg 357). 


 Já tinha muita vontade de ir a Amsterdã e  agora  então…  preciso  visitar  a casa de  Anne Frank.  Sem dúvida, é um livro marcante. Daqueles que levamos para  a vida toda…  

Obrigada pela visita!
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4 comentários sobre “Resenha – O diário de Anne Frank

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